Atualidade

Os congressos desempenham um papel de relevo na melhoria dos Serviços

“Participada e com qualidade” é assim que António Massa, membro da Comissão Organizadora e presidente da SPDV, define a Reunião da Primavera, organizada pela Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia (SPDV). O especialista salienta o papel único dos congressos científicos, perspetivando a realização do Congresso Ibero Latino Americano de Dermatologia 2026, no Porto. Uma candidatura vencida pela SPDV, cujo empenho contribui para uma aproximação, aos melhores, no nível da Dermatologia que se pratica hoje no país.

Realizada nos dias 8 e 9 de julho, para António Massa, “o segundo dia acaba por ser um complemento daquilo que foi o primeiro”, verificando-se um acréscimo de informação. Ao longo dos dois dias da Reunião da Primavera da SPDV, foram apresentados mais de 40 casos clínicos, algo que no entender de Rui Tavares Bello, membro da comissão científica do evento, é uma forma de médicos se “atualizarem, trocarem ideias e progredirem”.

De acordo com Rui Tavares Bello, os casos clínicos apresentados neste encontro, na ordem das quatro dezenas, italicizaram a “ciência aplicada a situações concretas, que geram ciência nova”. Esta reflexão, permitiu aos presentes uma discussão e evolução de soluções para hipotéticos e futuros casos clínicos, aplicado às “nuances de cada doente”. Foi, identicamente, possível fazer um “estado da arte da clínica dermatológica”, firmado no diagnóstico visual assim como em outras técnicas de diagnóstico “que incluem, cada vez mais a genética, metabólica e transcriptómica”.

Estas reuniões mostram a sua importância a título individual, de cada médico no tratamento dos seus doentes, mas também, do ponto de vista grupal, enquanto “grupo organizado de uma Sociedade científica que é das mais antigas, e com maior tradição, do país”, refere Rui Tavares Bello. Nesse sentido, a análise de cada caso, “que nunca é igual entre si, porque os doentes são diferentes, a análise das pequenas nuances e circunstâncias fazem com que os médicos discutam novas hipóteses para que seja possível evoluir e apresentar soluções”, salienta.

Com isto, e desempenhando os congressos um papel importante na troca de impressões, já se perspetiva acerca da realização do XXV CILAD – Congresso Ibero Latino Americano de Dermatologia 2026, no Porto.

Ao vencer esta candidatura, “contra tudo o que era esperado”, esse encontro permitirá reunir cerca de 4 mil dermatologistas, trazendo “colegas de Espanha, França, Itália, ou Alemanha da Academia Europeia para um simpósio que será deles, embora participado por nós e isso ganha força dentro da direção”, salienta António Massa. Esta oportunidade irá permitir ao grupo português, participar ativamente no programa e procurar sugestões do que será mais prático e relevante para a área. Este próximo encontro, agendado para os dias 10, 11 e 12 de novembro de 2026, no Hotel Sheraton no Porto, espera-se, igualmente, muito preenchido.

Será uma oportunidade única para a divulgação de temas atuais, que permitam fazer “ecos de congresso”. Estes, resultam numa óbvia melhoria dos serviços e aproximação aos melhores, ao nível da Europa, graças à recolha e partilha de informação dos profissionais presentes com colegas. O presidente da SPDV deixa ainda a nota de que o lema, no que concerne ao tratamento e à terapêutica, é: “o que há de novo e funciona”. Nesse sentido, cada palestrante, ao trazer uma comunicação, um caso clínico, deve “dizer aquilo que já fez e com que resultado”, explana António Massa.

Para Rui Tavares Bello, “toda a riqueza da arte e da ciência dermatológica é manifestada nestas observações clínicas, nestes casos que, para nós são casos, são um processo de aprendizagem, mas para os doentes são sofrimento e são necessidade de resposta efetiva”, algo que a “riqueza” dos casos apresentados pretende alcançar.

Saiba mais na edição 133 do Jornal Médico.