Dermatologia em destaque no 37.º Encontro Nacional de MGF

“GPS na Dermatologia – Guia de Pintas e Sinais” é o tema a debate numa das sessões científicas do 37.º Encontro Nacional de Medicina Geral e Familiar (MGF), que se realiza no final de setembro, em formato virtual.

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Novo reforço de médicos para o Serviço Nacional de Saúde contempla 13 vagas em Dermatovenereologia

A Medicina Interna é a área hospitalar que vai receber o maior reforço no âmbito dos concursos para a contratação de 950 médicos para o Serviço Nacional de Saúde (SNS), anunciou recentemente o Ministério da Saúde. No âmbito deste reforço, a especialidade de Dermatovenereologia vê contemplada a abertura de um total de 13 vagas.

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Simpósio LEO Pharma: Fisiopatologia, tratamento e papel da MGF na gestão da psoríase

A psoríase, doença que afeta cerca de 2-3% da população, vai estar em destaque num simpósio promovido pela LEO Pharma, já no próximo dia 26 de setembro, pelas 14h30, no âmbito do 37.º Encontro Nacional de Medicina Geral e Familiar (MGF), um evento que vai decorrer em formato virtual, devido à atual pandemia de Covid-19.

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Covid-19: Dermatologistas alertam para necessidade de hidratar as mãos após desinfetá-las

Os dermatologistas alertam para a necessidade de hidratar as mãos sempre que se lavem ou desinfetem, considerando que estes procedimentos retiram a película protetora e podem tornar a pele mais sensível e reativa à exposição solar.

O dermatologista João Nuno Maia e Silva, que integra a direção da Associação Portuguesa de Cancro Cutâneo (APCC) e da Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia (SPDV), sublinha que é um imperativo desinfetar as mãos, mesmo que na praia, e defende que o ideal é hidratar logo de seguida, para que a gordura protetora retirada com a desinfeção seja reposta.

“Lavar mãos ou esfregá-las com álcool-gel é, neste momento, uma necessidade absoluta por uma questão de saúde pública. Mas as lavagens e o álcool retiram a gordura da pele e esta fica mais sensível, logo menos tolerante ao sol”, afirmou, em declarações à agência Lusa.

Ao ficar mais sensível, se não for hidratada e protegida, “pode aumentar o efeito irritativo de uma exposição ao sol e provocar inflamação, irritação e descamação”, disse, alertando que “uma pele inflamada reage ao sol pigmentando”.

O dermatologista explica que há substâncias que, quando expostas à radiação ultravioleta, provocam alergias, o que acontece muitas vezes com perfumes ou com produtos com extratos de plantas.

Apesar de reconhecer que “não há evidência de qualquer reação de fototoxicidade do álcool-gel”, o dermatologista admite que, como há muitos produtos no mercado, algum antissético possa ter substâncias que provoquem reações alérgicas quando a pessoa se expõe ao sol.

João Maia e Silva defende que as pessoas “não devem deixar de usar álcool-gel, mesmo quando estão na praia”, e insiste para que hidratem sempre as mãos, lembrando que se estão expostas ao sol devem aplicar sempre um protetor solar, “que ao mesmo tempo é também um hidratante e ajuda a repor a película de gordura que a desinfeção retira”.

O especialista sublinha a importância de usar sempre um protetor solar e de evitar a exposição solar entre as 12:00 e as 16:00.

Além destas recomendações, a APCC aconselha sempre o uso de chapéu e óculos quando as pessoas estiverem expostas ao sol e lembra que a exposição não acontece apenas na praia, pois quem faz desporto ou trabalha no exterior deve estar sempre protegido.

Como responder às necessidades dos doentes dermatológicos nas farmácias? Gabriela Plácido esclarece

No atual contexto de pandemia por Covid-19, o aumento de níveis de stress, o confinamento, a limitação de acesso aos cuidados de saúde, e as exigências de higienização de mãos e de uso de máscaras, conduziram a um número crescente de solicitações de intervenção farmacêutica na área das afeções dermatológicas, sobretudo, nos problemas de pele atópica e psoríase.

Com o intuito de abordar estes e outros desafios na atenção farmacêutica centrada no doente dermatológico, o Farmacêutico News promoveu, no passado dia 18 de junho, um webinar que contou com a participação da farmacêutica comunitária e docente da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa (FFUL) Gabriela Plácido, que começou por explicar que “são muitas as afeções dermatológicas que surgem na farmácia, desde situações mais simples como picadas de insetos, queimaduras solares ou prurido, a situações mais complexas como acne, rosácea, infeções cutâneas, dermatites ou psoríase”. Ultimamente, advogou, “parece haver um crescimento de casos de patologias cutâneas inflamatórias”, como o são a dermatite atópica (DA) e a psoríase.

Em tempos ditos normais, entenda-se pré-Covid-19, as pessoas com problemas dermatológicos que recorrem à farmácia apresentam diferentes necessidades, para as quais têm que ser adotadas diferentes abordagens por parte do farmacêutico: apresentam-se com uma afeção na pele que causa desconforto, mas que desconhecem e por isso precisam de apoio do farmacêutico; têm já uma patologia cutânea diagnosticada e vão levantar a sua terapêutica; ou têm um diagnóstico prévio com episódio de agudização sintomática e precisam de tratamento de alívio e muitas vezes de orientação.

No primeiro caso – o da apresentação de uma queixa –, “para além de uma avaliação subjetiva de sintomas, é fundamental numa pessoa com afeção dermatológica a observação da zona afetada”, referiu Gabriela Plácido, acrescentando que cabe ao farmacêutico ver e avaliar o aspeto geral da lesão. Só depois de recolhida toda a informação sobre a afeção, “nomeadamente as características especificas e diferenciais das patologias cutâneas e critérios de referenciação, o farmacêutico decide se pode/deve intervir ou se deve referenciar o utente para o médico, por a situação exigir avaliação clínica e eventual terapêutica sujeita a receita médica”, explicou a farmacêutica.

DA e psoríase: Patologias que podem ser confundidas

“Em determinadas circunstâncias ou fases a psoríase e alguns tipos de dermatite podem ser confundidas”, salientou a professora da FFUL, para justificar a necessidade de, face a uma queixa, o farmacêutico saber diferenciar as possíveis afeções cutâneas e identificar a presença de critérios de referenciação específicos, nomeadamente a severidade, localização e extensão das lesões, bem como patologias e/ou terapêutica preexistentes.

“Enquanto que, no geral as dermatites sobretudo ligeiras a moderadas, são passíveis de intervenção na farmácia, com recomendação de terapêutica medicamentosas e/ou adjuvante, a identificação de suspeitos de psoríase, exige sempre referenciação ao médico, por ser uma doença de caracter sistémico, que deve ser diagnosticada e tratada o mais precocemente possível,  uma vez que os resultados serão tanto melhores quanto mais cedo se iniciar a intervenção”, destacou a farmacêutica.

Dispensa de Enstilar pela primeira vez:  Explicar a doença e esclarecer o objetivo do tratamento 

No caso da ida à farmácia para dispensa de um medicamento pela primeira vez, Gabriela Plácido recorreu ao exemplo do Enstilar para salientar a importância do papel do farmacêutico desde logo no esclarecimento adicional sobre a doença (psoríase) e acerca do objetivo do tratamento que, neste caso, passa por “reduzir a inflamação e remover as escamas, o que significa aproximar o aspeto das lesões ao aspeto da pele sã, permitir o controlo da doença e melhorar a qualidade de vida da pessoa”, referiu.

“Quando”, “como” e “quanto” são os aspetos fulcrais no que concerne à utilização e aplicação desta espuma que urge esclarecer junto do doente que vai fazer esta terapêutica pela primeira vez. De acordo com a farmacêutica comunitária, “em relação ao quando, aplicar uma vez por dia, quando der mais jeito (pode ser mais conveniente usar à noite para evitar exposição solar); relativamente ao como, é preciso agitar o recipiente e a uma distância de mais ou menos três centímetros e pulverizar a espuma diretamente na pele, apenas nas zonas com lesões psoriática e deve ficar claro para o doente que o recipiente não pode estar em posição horizontal no momento da pulverização; no que concerne ao quanto, importa evitar utilizar mais de 15 g por dia, o que corresponde à quantidade de espuma que sai do aplicador se pressionado totalmente durante um minuto”.

Igualmente importante, segundo esta profissional de saúde, é que “Enstilar não deve ser aplicado em área superior a 30% da pele corporal; deve ficar claro que o período de tratamento normal é de quatro semanas, mas que o doente deverá seguir as indicações do medico, e que a interrupção, sobretudo se a aplicação for prolongada, exige no geral, uma suspensão gradual; a suspensão abrupta pode desencadear uma crise”.

A este respeito, Gabriela Plácido reforça: “Não há resultados positivos se não houver adesão à terapêutica, de acordo com o que a recomendação do médico. De salientar, que o farmacêutico comunitário tem um papel crucial na promoção da adesão à terapêutica”.

Pandemia obrigou farmácias a serem adaptativas e criativas

No contexto pandémico, particularmente no caso do doente dermatológico, o atendimento farmacêutico pelo postigo dificultou muito a comunicação e observação e no caso das afeções dermatológicas “tornou-se um desafio manter a qualidade e rigor na observação”, referiu a professora da FFUL, esclarecendo que “a alternativa encontrada foi avançar para um modelo de tele-atendimento”.

A pandemia elevou os níveis de ansiedade e stress – importantes fatores desencadeantes e agravantes de doenças dermatológicas, como no caso da psoríase e dermatite atópica – e, paralelamente a isto, as limitações de acesso às consultas programadas, os receios relativos à manutenção da terapêutica (caso dos medicamentos biológicos), o confinamento em casa e o aumento da utilização de agentes de higienização da pele, nomeadamente detergentes e álcool, foram fatores que conduziram ao aparecimento de novos casos e à agudização de casos existentes.

Perante esta realidade e confrontado com estas situações, o farmacêutico “deve ter, antes de mais, uma abordagem tranquilizadora: avaliar a situação, identificar se a situações é inicial ou se se se tem em presença um doente dermatológico diagnosticado, perceber a extensão e grau de severidade das lesões. Em situações de necessidades de exame objetivo – observação – propor vídeo-atendimento ou tele-atendimento com envio de fotografia da lesão para avaliação”.

Em jeito de conclusão, Gabriela Plácido deixou uma mensagem: “os farmacêuticos comunitários têm nos tempos que correm uma oportunidade de ouro para reforçarem o seu papel na comunidade, junto dos doentes, colocando ao serviço dos utentes todo o seu conhecimento, toda a sua capacidade de apoio e de orientação e de transmitir aos outros players e stakeholders aquilo que o farmacêutico comunitário está capacitado para fazer. Dá trabalho, mas traz muita satisfação profissional e pessoal. Mais do que uma mensagem, é um desejo”.

 

 

Webinar destaca atenção farmacêutica dada ao doente dermatológico

Como responder às necessidades concretas dos doentes dermatológicos? Esta é uma das questões às quais a farmacêutica comunitária Gabriela Plácido dará resposta, num webinar agendado para dia 18 de junho, às 21:00.

Partindo do facto de o atendimento farmacêutico, nos casos das doenças de pele, requerer, além de uma avaliação geral, a observação concreta do local da lesão, ou afeção, que motiva a ida à farmácia, procura-se perceber quais os desafios colocados pela pandemia de Covid-19 a esta abordagem.

Neste sentido, verifica-se a necessidade de encontrar alternativas ao modelo tradicional de observação e novas formas de atendimento, quer nas situações de reposição de medicação crónica, ou aquisição de algo que alivie o desconforto, quer na atenção a novos casos.

No contexto pandémico, o aumento de níveis de stress, o confinamento, a limitação de acesso aos cuidados de saúde, e as exigências de higienização de mãos e de uso de máscaras, conduziram, por sua vez, a um número crescente de solicitações de intervenção farmacêutica na área das afeções dermatológicas, sobretudo, nos problemas de pele atópica e psoríase.

O webinar “Atenção farmacêutica centrada no doente dermatológico” terá a duração aproximada de uma hora, reservando ainda tempo para falar do papel dos farmacêuticos comunitários, na dispensa de medicamentos normalmente feita nos hospitais, que permitiu aprofundar o conhecimento da terapêutica global dos doentes e que pode beneficiar o seu acompanhamento.

 

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