EADVirtual: Chave sobre patogénese da psoríase pode estar no genoma humano

Existem dados científicos que comprovam a necessidade de compreender a genética de cada portador de psoríase, de modo a providenciar-lhe a terapêutica mais eficiente. Estes últimos avanços no estudo da doença serão apresentados no 29.º Congresso da Academia Europeia de Dermatologia e Venereologia (EADV).

O evento virtual – que tem lugar entre os dias 29 e 31 de outubro sob o tema “EADVirtual: Novas Fronteiras na Dermatovenereologia” – tem como objetivo dar a conhecer os últimos progressos na compreensão da patogénese da psoríase e o importante papel desempenhado pela genética neste contexto.

A psoríase é cada vez mais reconhecida como uma doença inflamatória sistémica, que envolve outros tecidos além da pele, como articulações, fígado, tecido adiposo e vasos, e para a qual ainda não existe uma cura definitiva.

De modo a discutir as melhores terapêuticas para esta doença, vários especialistas da área vão marcar presença no evento da EADV. Entre eles, estará Jonathan Barker (Londres, Reino Unido), que vai explicar como a genética pode lançar as bases para uma mudança nos paradigmas de tratamento para certas formas de psoríase e como esta pode fornecer biomarcadores úteis para a decisão terapêutica.

Por sua vez, Paolo Gisondi (Verona, Itália) descreverá a base genética e os múltiplos mecanismos inflamatórios compartilhados pela psoríase e suas comorbidades frequentemente associadas, enquanto Christopher Griffiths (Manchester, Reino Unido) irá abordar a experiência clínica e o desenvolvimento de algoritmos de Medicina, bem como a importância das evidências dos registos de farmacovigilância. Estes últimos têm como objetivo o tratamento da doença, quando esta ainda se encontra em fases iniciais.

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